No coração da megacorporação tecnológica OmniData, havia um disco rígido (HD) de 3,5 polegadas, modelo "Titan-X12", que era... diferente. Enquanto a maioria de seus colegas se contentava em armazenar terabytes de dados com estoica indiferença, o Titan-X12, apelidado carinhosamente de "Gula" pelos técnicos da noite, possuía um apetite insaciável.
Gula não armazenava dados, ele os consumia. Para ele, cada gigabyte era um petisco suculento, cada backup noturno, um banquete gourmet. Ele vibrava com antecipação quando o indicador de atividade piscava em verde.
O problema começou sutilmente. Os relatórios de capacidade de Gula passaram a ser... erráticos. Ele deveria ter 12 TB, mas sua contagem parecia aumentar por conta própria.
"Ele está comendo o ar? Onde ele está colocando isso tudo?", resmungou a Dra. Aris Thorne, a chefe de engenharia de armazenamento, folheando um gráfico que mostrava a capacidade de Gula subindo como um balão.